BETTY

Agente de detecção
Betty é uma cadela da raça Pointer que integrou a equipe em 2023 para atuar na conservação da fauna. Ela foi treinada em biodetecção pela equipe do Instituto Scent Imprint Conservation Dogs, da Holanda. Betty é capaz de farejar fezes de onça-pintada, onça-parda, jaguatirica, gato-do-mato e cachorro-vinagre, podendo ainda ser treinada para identificar outras espécies.
Durante as atividades de campo na floresta, Betty acompanha a equipe de pesquisadores em busca de vestígios desses animais, especialmente suas fezes. Ao identificar corretamente o odor para o qual foi treinada, ela recebe recompensas como brinquedos ou alimento, por meio do método de reforço positivo, além do estímulo emocional intenso de seu condutor. O treinamento de um cão de detecção é um processo contínuo e dinâmico, que exige dedicação, paciência e conhecimento técnico por parte dos treinadores.
A detecção das fezes confirma a presença da espécie na área estudada, e as amostras coletadas são encaminhadas ao laboratório, onde permitem a realização de diversos estudos genéticos. Essas análises fornecem informações essenciais sobre ecologia, distribuição das espécies, estimativas de densidade populacional e estado de saúde — incluindo dieta e parasitas —, contribuindo para o monitoramento e a formulação de políticas de conservação de predadores furtivos e raros da Mata Atlântica.
O uso de cães na conservação é amplamente difundido na África, Ásia e Europa. No Brasil, essa prática ainda é pioneira, sendo Betty a primeira cadela do país a auxiliar diretamente em estudos sobre carnívoros silvestres